Atacantes brilham na Copa, enquanto Cristiano Ronaldo tem nova chance nesta terça
Messi, Mbappé, Haaland, Kane, Yamal, Salah... todas as estrelas na Copa do Mundo têm sido protagonistas, com exceção de uma, o craque português Cristiano Ronaldo, que nesta terça-feira (23) terá a chance de limpar seu nome contra o Uzbequistão.
Lionel Messi, seu eterno rival durante duas décadas, já marcou cinco gols em dois jogos, tornando-se o maior artilheiro da história das Copas e, na segunda-feira, classificou a Argentina para a fase de 16-avos de final.
Kylian Mbappé e Erling Haaland, dois dos grandes nomes, também tiveram um início espetacular: quatro gols e a classificação para a segunda fase garantida.
Os três, além disso, parecem ter entrado em uma corrida para ganhar a Chuteira de Ouro neste Mundial.
O inglês Harry Kane, autor de dois gols contra a Croácia, terá a chance, nesta terça-feira, de seguir nessa briga se conseguir marcar contra Gana e ajudar os 'Three Lions' a garantir a vaga no mata-mata.
Até jogadores que não brilharam na estreia, como o espanhol Lamine Yamal e o egípcio Mohamed Salah, se impuseram no domingo ao liderarem as vitórias de suas seleções.
Provavelmente este será o caminho seguido por Ronaldo, que teve uma estreia apagada contra a República Democrática do Congo: 25 toques na bola (menor número entre os titulares), três finalizações e nenhuma no alvo.
"Você precisa de um jogador que abra espaços no último momento, e o Cristiano é o melhor para fazer isso", declarou na segunda-feira o seu treinador, o espanhol Roberto Martínez.
"Estamos falando de alguém que há 21 temporadas defende e representa a seleção. Ele tem uma fome incrível de continuar melhorando e ajudando o grupo", acrescentou o técnico, que definiu o jogador como um "ícone", mas não confirmou sua presença no time titular.
Embora todos na seleção portuguesa tenham tentado defender o atacante nos últimos dias, o debate se instalou em Portugal sobre se Ronaldo se tornou, aos 41 anos, um peso para a seleção.
- Motivação contra as críticas -
"É o time que precisa marcar, não um indivíduo", criticou Thierry Henry, ex-jogador francês do Arsenal e do Barcelona e atual comentarista na emissora americana FOX.
Um de seus rivais, o congolês Ngal'ayel Mukau, foi ainda mais duro, embora tenha garantido "ter enorme respeito" por CR7: Ronaldo "não é o mesmo jogador de antes, agora está mais velho e, na idade dele, já não consegue se esforçar como antes", disse.
É certo que as críticas motivaram ainda mais o português, mas será preciso ver se o físico o acompanha para continuar contribuindo com uma seleção que chegou à Copa do Mundo com um meio-campo cobiçado e como uma das favoritas ao título.
Neste Grupo K, a Colômbia enfrentará a RD Congo em Guadalajara e se classificará para a segunda fase em caso de vitória, sem precisar deixar tudo para a última rodada contra os portugueses.
- Nova chance para Luis Díaz -
A seleção colombiana venceu o Uzbequistão por 3 a 1, com grande atuação de Luis Díaz (um gol e uma assistência), mas o técnico Néstor Lorenzo ainda quebra a cabeça para encontrar o companheiro ideal para o atacante do Bayern de Munique.
Nesse jogo, o titular foi Luis Suárez, que fez uma excelente temporada no Sporting (38 gols em 53 partidas), mas não esteve muito inspirado e acabou sendo substituído por Juan Camilo Hernández.
Cucho gerou impacto na partida: brigou por uma bola que parecia perdida e fez o cruzamento que Leandro Campaz transformou no 3 a 1.
Antes da Colômbia enfrentar a RD Congo em Guadalajara, o Grupo L terá outra partida em Toronto, com o duelo em que o Panamá, sem sua estrela Adalberto Carrasquilla, jogará contra a Croácia de Luka Modric.
Em função do resultado do outro jogo do grupo, a partida entre Inglaterra e Gana, o duelo entre Panamá e Croácia pode ser uma briga de vida ou morte na qual quem perder vai para casa.
M.Renzulli--LDdC