Líder da extrema direita na França nega supostos comentários antissemitas de 2013
Um site investigativo francês afirmou, em uma reportagem nesta segunda-feira (28), que Jordan Bardella, presidente do partido de extrema direita Reagrupamento Nacional (RN), fez comentários antissemitas por escrito em 2013, alegações que o político negou, chamando-as de "mentiras descaradas".
Bardella, de 31 anos, um aliado próximo de Marine Le Pen, a favorita na corrida presidencial francesa, é considerado um possível primeiro-ministro caso o RN vença as eleições.
Segundo o Mediapart, Bardella escreveu em um chat, entre outros comentários: "O judeu tem que dominar outros povos, esmagá-los e roubá-los; um sionista é necessariamente um judeu, e profundamente judeu".
O jovem político reagiu no X para rejeitar "formalmente" as acusações e afirmou que tomaria medidas judiciais contra o Mediapart.
A investigação se baseia principalmente em conversas privadas, que o Mediapart afirma ter autenticado e que teriam sido escritas por Bardella no verão de 2013, quando ele tinha entre 17 e 18 anos.
O ativista, que havia se filiado ao partido de extrema direita em 2012, teria escrito, entre outros comentários: "E é isso que eles querem, uma Nova Ordem Mundial dominada por Israel, com Jerusalém como sua capital, é claro".
Ele também teria expressado apoio a Dieudonné, um humorista condenado na época por incitar o ódio, que "estava travando uma verdadeira batalha de ideias", segundo declarações transcritas pelo Mediapart.
Ao ser contatado pelo veículo de comunicação, Jordan Bardella respondeu por e-mail e negou ter "feito, em público ou em privado, oralmente ou por escrito, declarações racistas ou antissemitas desse tipo".
S.Esposito--LDdC