Embraer melhora previsões após receita recorde
A fabricante de aeronaves Embraer anunciou, nesta segunda-feira (10), que espera resultados melhores que o previsto em 2026, após uma receita recorde no segundo trimestre e uma carteira de pedidos em máximos históricos.
A terceira maior fabricante de aeronaves do mundo, atrás da Airbus e da Boeing, encerrou o segundo trimestre com uma receita de R$ 11,3 bilhões, o melhor resultado em sua história para o período.
O lucro líquido foi de R$ 1,1 bilhão, acima dos R$ 890,3 milhões do segundo trimestre de 2025.
Por isso, a Embraer estima que encerrará o ano com lucro operacional de 110 milhões de dólares (R$ 560,5 milhões), acima do projetado no primeiro trimestre.
Uma parte deste aumento se deve ao alívio das tarifas aduaneiras diretas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, já que as aeronaves civis e os produtos aeroespaciais ficaram isentos desta tributação.
No entanto, a Embraer prevê cerca de 12 milhões de dólares (R$ 61 milhões) por ano em custos indiretos relacionados com as tarifas, que entraram em vigor no fim de julho.
O diretor financeiro da companhia, Felipe Santana, disse que a maior parte dos lucros adicionais procedem de um crédito fiscal extraordinário de 68 milhões de dólares (R$ 346,5 milhões), que descreveu como um reembolso de tarifas anteriores.
Enquanto isso, a carteira de pedidos de aviões comerciais, executivos e militares alcançou a cifra recorde de 34,5 bilhões de dólares (R$ 175,8 bilhões).
"Alcançamos a maior receita para um segundo trimestre em nossa história, o melhor desempenho de entregas em 16 anos e um volume recorde de pedidos firmes em carteira pelo 7° trimestre consecutivo", disse o diretor-executivo da empresa, Francisco Gomes Neto.
A Embraer entregou 65 aviões durante o segundo trimestre, frente a 61 no mesmo período do ano anterior.
Gomes Neto destacou um pedido de dez aeronaves de transporte militar KC-390 por parte dos Emirados Árabes Unidos, o maior pedido internacional já registrado.
E este mês a Colômbia encomendou duas destas aeronaves.
Gomes Neto ressaltou que a situação geopolítica levou os países a acelerarem suas compras.
Os executivos da Embraer também ofereceram uma atualização sobre a Eve Air Mobility, filial que desenvolve "táxis aéreos" elétricos projetados para transportar passageiros sobre as congestionadas ruas das cidades.
Este mês, um protótipo da Eve demonstrou pela primeira vez ser capaz de decolar verticalmente como um helicóptero e passar ao voo horizontal como um avião, uma das etapas de desenvolvimento mais exigentes.
A.Mariani--LDdC