La Domenica Del Corriere - Bolsas na Ásia e Europa operam em queda impactadas pelo setor de tecnologia

Bolsas na Ásia e Europa operam em queda impactadas pelo setor de tecnologia
Bolsas na Ásia e Europa operam em queda impactadas pelo setor de tecnologia / foto: ERIC PIERMONT - AFP/Arquivos

Bolsas na Ásia e Europa operam em queda impactadas pelo setor de tecnologia

As Bolsas da Ásia e da Europa registraram fortes quedas nesta terça-feira (23) devido a uma onda de vendas de ações de empresas de tecnologia, diante das dúvidas sobre a rentabilidade da IA e as enormes valorizações das empresas do setor.

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A Bolsa de Seul foi a mais afetada do dia, consequência das perdas registradas pelos gigantes dos semicondutores SK hynix e Samsung, após as quedas expressivas de segunda-feira em Wall Street.

O índice Kospi de Seul fechou em queda de 9,9%, enquanto as ações da SK hynix e da Samsung recuaram mais de 12%.

A Bolsa de Tóquio encerrou a terça-feira com queda de 3,55%, enquanto Taipé perdeu 1,34%.

Na Europa, às 8h30 GMT (5h30 de Brasília), Frankfurt recuava 1,45%, Milão 1,58%, Paris 1,12%, Londres 0,87% e Madri 0,87%.

As quedas aconteceram após o colapso das empresas de tecnologia em Nova York, onde a SpaceX, de Elon Musk, perdeu mais de 16% e a Amazon recuou quase 5%.

O clima negativo dos mercados foi mais forte do que os sinais de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã para acabar com a guerra no Oriente Médio.

Analistas destacaram que as empresas de tecnologia explicam a desconfiança dos investidores.

As quedas das Bolsas "parecem refletir que as ações de semicondutores na Coreia do Sul subiram muito e rápido demais, o que gerou uma venda agressiva por parte de investidores estrangeiros e instituições domésticas", comentou à AFP Joo Won, diretor de pesquisa econômica do Hyundai Research Institute.

O ânimo dos mercados está sendo afetado pela "correção dos valores de tecnologia", resumiu John Plassard, do Cité Gestion Private Bank.

A queda das ações em Nova York ocorreu após o anúncio da SpaceX de que vai contrair uma dívida de até 20 bilhões de dólares, o que indica que sua "recente abertura de capital não foi suficiente para cobrir as necessidades de financiamento da empresa", destacou Ipek Ozkardeskaya, do Swissquote Bank.

O anúncio evidenciou os temores dos investidores sobre as avaliações do setor e a rentabilidade futura de seus grandes investimentos para desenvolver a inteligência artificial.

As preocupações provocadas pela saída de dois de seus especialistas em inteligência artificial, contratados por concorrentes, pesaram ainda mais sobre a Alphabet, a empresa matriz do Google, que recuou 5,02%.

O outro grande foco de atenção dos mercados nos últimos meses foi a guerra no Oriente Médio, que parece caminhar para uma solução com as negociações do fim de semana entre Washington e Teerã.

O petróleo prosseguia em queda nesta terça-feira: o barril de Brent do Mar do Norte, referência para o mercado mundial, recuava 1,37%, a 76,83 dólares. Seu equivalente americano, o West Texas Intermediate, perdia 1,23%, a 72,95 dólares.

A.Maggiacomo--LDdC