Coroa da imperatriz Eugénie, danificada em roubo no Louvre, será restaurada
A coroa da imperatriz Eugénie, danificada durante o roubo de outubro passado no Museu do Louvre, poderá se beneficiar de uma "restauração completa", sem a necessidade de reconstrução, anunciou nesta quarta-feira (4) a instituição francesa.
A peça, que os ladrões deixaram cair durante a fuga, ficou "muito deformada", segundo o museu, porém uma "restauração completa" será possível.
Em 22 de outubro, a presidente do museu, Laurence des Cars, havia afirmado à comissão de cultura do Senado francês que a restauração seria "delicada, mas possível".
A coroa foi danificada ao ser retirada de sua vitrine por uma "abertura relativamente estreita feita" pelos ladrões, segundo o museu. Quase todos os seus elementos foram preservados, com exceção de uma das oito águias douradas.
A peça também conservou suas 56 esmeraldas, mas perdeu uma dezena de diamantes bem pequenos, de um total de 1.354. Para garantir a sua conservação, um restaurador será designado "após um processo de licitação", informou o museu.
O Louvre nomeou um comitê de especialistas para supervisionar o trabalho, que será presidido por Laurence e composto por seis personalidades, assistidas por um "representante das cinco casas históricas da joalheria francesa": Mellerio, Chaumet, Cartier, Boucheron e Van Cleef & Arpels.
Oito joias do século XIX levadas durante o roubo, que teve repercussão mundial, continuam desaparecidas. O conjunto está avaliado em mais de US$ 100 milhões.
R.DeCrescenzo--LDdC