La Domenica Del Corriere - Diretor-geral da OMS visita epicentro do surto de ebola na RDC

Diretor-geral da OMS visita epicentro do surto de ebola na RDC
Diretor-geral da OMS visita epicentro do surto de ebola na RDC / foto: Glody MURHABAZI - AFP

Diretor-geral da OMS visita epicentro do surto de ebola na RDC

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, chegou neste sábado (30) a Bunia, capital da província de Ituri, epicentro de um grave surto de ebola no leste da República Democrática do Congo (RDC).

Tamanho do texto:

Ghebreyesus, que está no país desde quinta-feira, aterrissou neste sábado no aeroporto internacional de Bunia, fechado a voos comerciais devido à epidemia, constatou um jornalista da AFP.

"Estamos aqui para dialogar com a comunidade, para compreender como a resposta está sendo conduzida e identificar as possíveis dificuldades na hora de podermos oferecer nosso apoio", declarou à imprensa.

A RDC, um dos países mais pobres do mundo, declarou em 15 de maio um novo surto que afeta seu vasto território de mais de 100 milhões de habitantes. A OMS ativou um alerta sanitário internacional.

O vírus do ebola, que provoca uma febre hemorrágica extremamente contagiosa, já foi detectado em três províncias congolesas, bem como na vizinha Uganda, onde foram confirmados dois novos casos na sexta-feira, elevando para nove o número de casos confirmados neste país da África Oriental.

Na RDC, foram registradas 246 mortes entre mais de 1.000 casos suspeitos, segundo o balanço de quinta-feira do África CDC, a agência de saúde da União Africana (UA).

A província de Ituri concentra a maioria dos casos confirmados no país, segundo a OMS.

As autoridades de saúde internacionais estimam que a magnitude da epidemia ainda é desconhecida e que os números provavelmente estão subestimados, principalmente devido à capacidade limitada da realização de testes laboratoriais que confirmem os casos de transmissão.

A doença do ebola matou mais de 15.000 pessoas na África nos últimos 50 anos.

A epidemia mais letal na RDC provocou quase 2.300 mortes e 3.500 casos entre 2018 e 2020.

A.Falzon--LDdC