La Domenica Del Corriere - Polícia espanhola desmente que exista relatório que envolva Marrocos na crise em Ceuta

Polícia espanhola desmente que exista relatório que envolva Marrocos na crise em Ceuta
Polícia espanhola desmente que exista relatório que envolva Marrocos na crise em Ceuta / foto: Antonio Sempere - AFP

Polícia espanhola desmente que exista relatório que envolva Marrocos na crise em Ceuta

O diretor da polícia espanhola desmentiu, nesta quarta-feira (2), a existência de um relatório que, segundo havia publicado um veículo de comunicação, envolvia as forças de segurança marroquinas na entrada em massa de migrantes em Ceuta, o que entraria em choque com a versão defendida por Madri.

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Nas primeiras horas desta quarta-feira, o ministro do Interior da Espanha, Fernando Grande-Marlaska, enviou uma carta ao diretor-geral da polícia, Francisco Pardo, pedindo que o informasse "o mais breve possível sobre o conteúdo de um relatório que o Centro Nacional de Imigração e Fronteiras (Cenif) teria enviado à Audiência Nacional e no qual atribuiria às Forças e Corpos de Segurança do Marrocos o ataque em massa à fronteira de Ceuta nos dias 30 e 31 de julho, segundo um veículo de comunicação", de acordo com seu ministério.

A carta se referia a uma informação publicada pelo jornal digital El Español, que afirmava que a entrada, a partir da fronteira com o Marrocos, de cerca de 70 mil migrantes no pequeno enclave espanhol no norte da África "foi guinada por gendarmes marroquinos sob as ordens de agentes à paisana com uma finalidade distinta da migratória".

Em resposta a este pedido, o diretor-geral da polícia, Francisco Pardo, assegurou que não havia tido conhecimento prévio sobre este relatório, já que a juíza havia solicitado inicialmente aos investigadores que não o entregassem aos seus superiores.

Após receber a autorização para acessar as informações, Pardo "comunicou ao ministro do Interior que não existe relatório policial que atribua às forças de segurança marroquinas o planejamento ou execução do que aconteceu nos dias 30 e 31 de julho em Ceuta", indicou este ministério.

Em relação ao "aviso" que o Cenif enviou em 29 de julho aos postos fronteiriços, "o diretor-geral da polícia explica que se tratou de um alerta de risco frequente que não incluiu qualquer alusão a uma possível entrada em massa no dia seguinte", acrescentou a mesma fonte.

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, isentou, na segunda-feira (31), o Marrocos de qualquer responsabilidade pelo ocorrido.

"Não há nenhuma informação por parte das forças e corpos de segurança do Estado, nem tampoupco do Centro Nacional de Inteligência (...) que lance qualquer dúvida, ou melhor dizendo, alguma dúvida sobre a participação, de uma forma ou de outra, das autoridades marroquinas", assegurou em uma entrevista à rádio Cadena SER.

M.Magrino--LDdC