Candidato de esquerda lidera nova pesquisa a um mês das presidenciais na Colômbia
O senador Iván Cepeda, candidato presidencial da esquerda governista na Colômbia, aparece como favorito a um mês das eleições de 31 de maio, segundo uma pesquisa publicada nesta quinta-feira (30).
O aliado do presidente Gustavo Petro mantém a liderança nas projeções desde o início da campanha eleitoral, que transcorre em meio a graves alterações da ordem pública devido ao conflito armado.
Uma pesquisa do instituto Guarumo publicada pelo jornal El Tiempo indica que Cepeda tem 38% das intenções de voto, à frente do advogado de direita Abelardo de la Espriella (23,9%) e da senadora opositora Paloma Valencia (22,8%).
O filósofo e defensor dos direitos humanos de 63 anos também aparece como favorito em outras pesquisas publicadas nas últimas semanas.
A medição desta quinta-feira indica um empate técnico em um eventual segundo turno com De la Espriella, mas uma derrota contra Valencia, afilhada política do influente ex-presidente Álvaro Uribe (2002-2010).
Se um dos candidatos conseguir mais de 50% dos votos no primeiro turno, ele se tornará presidente eleito.
Depois de chegar pela primeira vez ao poder em 2022 com Petro, a esquerda enfrenta uma nova prova eleitoral em um país atingido pelo aumento da violência.
De la Espriella e Valencia são fortes críticos da política do presidente Petro de negociar a paz com todos os grupos armados ilegais, que, a quatro meses do fim de seu mandato, não avança.
Guerrilhas e grupos de origem paramilitar desafiaram essa vontade de paz e continuaram operando graças às receitas do narcotráfico, da mineração ilegal e da extorsão.
No fim de semana, rebeldes mataram 21 civis com explosivos, no ataque mais letal contra a população em décadas.
De la Espriella e Valencia são críticos da chamada "paz total" de Petro e prometem mão dura contra o crime se chegarem à Presidência.
A direita defende uma política de perseguição aos grupos armados como a que Uribe aplicou junto aos Estados Unidos ao chegar ao poder no início do século.
Por sua vez, Cepeda aposta em continuar as políticas sociais de Petro, que, durante seu governo, ordenou um aumento recorde do salário mínimo, ampliou os direitos dos trabalhadores, entre outras reformas de esquerda.
A.Falzon--LDdC